em seus braços, pedaços haviam
de um passado já não tão distante.
Diferente do que era antes.
Sob os pés no lugar que passava
Percebia que algo restava
Um pedaço de alguém já bem próximo
Infestado de angústia e de ócio.
E o tédio tanto a perseguia
Pois a tanto já não mais sabia
Se encontrar ou voltar ao passado
A um sonho aparente enterrado
Não sabia sequer o motivo
Pra um lembra que tão repetitivo
A levava onde nunca estivera
A um passado de sonho e quimera
Um passado que nunca existiu
A lugares que ela nunca viu
Mesmo assim tinha tanta saudade
Do que não teve: a felicidade.
Wandson Padilha
27/01/2009
Petrolina-PE
3 comentários:
Que triste. Mais saudade corroi o ser, e agente descobre q simplesmente não existimos sem estar com as pessoas q amamos!
muito, muito, mas MUITO bonito mesmo. e, queira me desculpar, mas vou tomá-lo como meu. incrível, é como se fossem minhas essas palavras.
saudades
Li e não resisti: vou invadir espaçosamente.
É que, singela e sinceramente, foi lindo ler isso.
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