terça-feira, 18 de março de 2008

BRUMAS
E nas ondas se afogava
Parecia doce e clara
Não queria então salvar

Afundava na areia
Se escondia qual sereia
Por entre as brumas do mar

E a todos que avistavam
Parecia tão preciso
Tão bonito, tão conciso
O que estavam a contemplar

Mero engano, não sabiam
Que o que viam não se via
Não soava não existia
Nem podiam alcançar

Que os sonhos lá no céu
Valsando em um carrossel
Sobre a lua em um motel
Os faziam naufragar

E o claro escurecia
Se fazia noite o dia
De quem ia perguntar

Se era sonho ou verdade
Real ou pura miragem
O que viam sobre o mar.



Wandson Padilha
17/03/2008
Senhor do Bonfim-BA

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