sexta-feira, 30 de junho de 2006

DES...ESPERO

DES...ESPERO

Esta porra é desgraça constante
Um país onde está tudo errado
E até mesmo o povo coitado
Desistiu de seguir adiante

Ratos podres, imundície à tona!
Que governam toda esta baderna
E transformam o Brasil em taverna
Em puteiro cabaré e zona

Minha mente podre vê perdida
Que jamais isso há de mudar
Essa merda haverá de ficar
Como está ou ate mais fudida

O caralho do mundo em que vivo
E que dizem criado por Deus
Só nos força a virarmos ateus
Mas o povo é mais criativo

Cria uma outra religião
Para enganar os desesperados
Pr’esta corja, podres desgraçados.
Seu dinheiro é que é salvação

Só dinheiro traz felicidade
E os filhos da puta-nação
Que se vende em troca de pão
Fiéis, seguem esta bela verdade.

Vamos todos beber Coca Cola
E seguir as regras deste jogo
Ler a Veja, assistir a Globo
E aos States ir pedir esmola

Vê se acorda, ô povo idiota!
Imbecis, olhem para o futuro.
Ou preferem viver no escuro
E guardar para sempre a revolta

Deste mundo onde foste abortado
E obrigado a pra sempre viver
A calado sofrer e morrer
Sem jamais poder ser libertado

Tape a boca, os olhos, ouvidos.
Pois teu grito será sufocado
E o teu berro, mais desesperado;
Não passará de um simples gemido

Juro, não é pessimismo meu.
Mas eu sei que daqui a 100 anos
O leitor destes meus desenganos
Há de pensar o mesmo que eu.


Wandson PadilhaOutubro/2005

sexta-feira, 16 de junho de 2006

DOR LUNAR


É tão bela a luz do luar
Derramada sobre as madrugadas
E iluminando as serenatas
De quem inda se arrisca a amar

São tão longas as noites que passo
Sob a praia em leves caminhadas
Só a lua doce e mal amada
Me acompanha em tudo o quefaço

Sinto ,pena da pobre coitada
Vive tão solitária no céu
Isolada, sozinha, ao léu
E se esforça sem conseguir nada

Luta para chamar a atenção
Por mais que tente nunca consegue
E só mesmo os loucos poetas
Hão de transformar luz em canção

Enquanto o Sol insiste em nascer
Com seu brilho de Rei poderoso
O luar sempre triste e medroso
Por vergonha teima em se esconder.



Wandson Padilha